sexta-feira, 19 de junho de 2015

A hora da Estrela – Clarice Lispector



Por Tatiane Führ (PIBID-Letras/UFFS)



Clarice Lispector, no livro “A hora da estrela”, inicia a obra com um narrador-personagem chamado Rodrigo S.M., que interage com a narrativa constantemente. Este jogo da autora com o narrador e a história narrada, dão ao texto um desenvolver muito atrativo.
O livro conta a história de Macabéa, jovem alagoana que vive no Rio de Janeiro.  A moça ficou órfã muito cedo e foi criada por uma tia que lhe passou alguns valores tradicionalistas sobre a vida e a sociedade, a moça se mostra simples e humilde em toda a obra, se contenta com muito pouco do que a vida pode lhe oferecer.
Macabéa sai de Alagoas em busca de novas perspectivas, está viagem muda seu destino, durante a obra ela passa a trabalhar, encontra um namorado, faz amizades, no entanto está não se mostram verdadeiras, e  lhe dão a ideia de procurar  uma cartomante para saber sobre seu destino, tal visita muda o destino da nordestina.

Horror em Amityville - Jay Anson


Por Tatiane Führ (PIBID- Letras/UFFS)


 O livro Horror em Amityville escrito por Jay Anson descreve  detalhadamente a mudança da família Lutz para o número 112 de Ocean Avenue, tudo parecia perfeito, a casa era tudo o que George, o pai procurava para acomodar sua família com Kathy, e ainda havia espaço para o seu escritório de topografia nas dependências da residência, que tinha dois andares acima do térreo, além de um belo porão.
 Os Lutz comprar aquela bela casa por um preço irrisório, isso porque a família que ali residia antes, os Defeo foram todos assassinatos pelo filho mais velho que, mais tarde alegou em depoimento ter sido guiado por uma voz para que matasse toda a sua família. Após a mudança dos Lutz, coisas estranhas passam a acontecer na casa, os meninos mais velhos se mostram agitados e desobedientes, a pequena Missy passa a falar com um amigo imaginário, além de que George e Kathy começam a ter hábitos e costumes estranhos.
O livro foi escrito a partir dos relatos da história verídica do assassinato dos Defeo, o autor cria um suspense muito interessante durante a história narrada que prende seu possível leitor a narrativa.

A cidade do Sol – Khaled Hosseini

Por Amanda Tonetto (PIBID- Letras/UFFS) 


A Thousands Splendid Suns, traduzida como A cidade do Sol, é uma obra do autor Khaled Hosseini, famoso pelo best-seller O Caçador de Pipas. O autor consegue escrever o cenário da guerra de forma sem igual:
A história de Khaled Hosseini é uma descrição poderosa e perturbadora da violência e da guerra, mas também uma evocação lírica da vida e da eterna esperança de suas duas personagens inesquecíveis” (Publishers Weekly).
O livro é uma dualidade entre brutalidade e delicadeza. A brutalidade da vida em um país, no qual as mulheres não têm direito a nada, nem mesmo a saúde básica. E a delicadeza do amor vivido entre a protagonista, Laila, e seu colega de infância, Tariq.
A história se passa no Afeganistão, no período do Talibã, onde a história de Mariam, órfã da mãe e abandonada pelo pai, se junta ao de Laila, menina de 15 anos que tem seus pais mortos pela guerra. As duas veem-se na obrigação de casar-se com um homem muito mais velho que elas, porém, com o passar do tempo, as duas criam uma grande amizade, a ponto de uma proteger a outra, e até mesmo, uma morrer pela outra.

A cidade do sol não deixa de ser uma história baseada em fatos reais, não pela existência das personagens, mas sim pelas atrocidades ocorridas no Afeganistão na época do talibã, e muitas vezes, até hoje em dia. Além de ser um livro emocionante, ele conta a história de mulheres que são apedrejadas por causas mínimas ou injustas, não tem saúde e educação básica, e nem mesmo a liberdade de escolha, coisa que é muito comum em países do Oriente Médio.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

O Menino do Dedo Verde - Maurice Druon

Por Elisandra Maria Moreira (PIBID - Letras/UFFS)


 O livro O Menino do Dedo Verde, traduzido de Tistou Les Pouces Verts, é uma obra francesa do autor Maurice Druon. É um livro repleto de simbologias, voltado ao público infantil, cheio de humor e poesia, narra o processo de educação de um menino que busca entender o mundo em que vive e que vai deixando suas impressões digitais por onde passa durante cada aprendizado. Pode-se perceber que no decorrer da narrativa há forte presença de críticas sociais, como à educação por exemplo, o que permite ao autor a cada situação, perpassar um aprendizado. Percebe-se a cada página uma nova lição, uma nova reflexão, na qual o leitor tem a possibilidade de aprender com os ensinamentos trazidos no jogo de palavras construído pelo autor, esse dotado de um grande teor poético e filosófico.
A história narrada se passa em uma cidade chamada Mirapólvora, Tistu vive em uma grande casa que brilha, com o Sr. Papai, que é dono de uma fábrica de canhões, Dona Mamãe e o seu querido pônei Ginástico. O menino Tistu não consegue-se manter acordado durantes as aulas rotineiras da escola em que estuda, acaba sendo expulso dela, e como solução para que sua formação, seus pais resolvem ensiná-lo de outra maneira, fazendo com que Tistu aprenda com os próprios olhos, ensinando-lhe nos locais apropriados, como nos jardins, os campos, nas fábricas, julgando ser a vida a melhor escola que poderia existir. O menino nota que tem um dom, logo na sua primeira aula de ver o mundo com seus próprios olhos, descobre que tudo em que ele toca, floresce.
Notaremos no transcorrer da narrativa do livro “O menino do dedo verde” a carga ideológica que uma simples leitura pode trazer. Pensando que a personagem pode ser um reflexo das pessoas em si, bem como, a pessoa por muitas vezes é um reflexo de outras pessoas, isso nos leva a crer que este seja um dos motivos pelo qual os personagens de uma história podem influenciar fortemente seus leitores, pois entrelaçado aos pensamentos e ideologias, notaremos a carga agregadora de valores que a narrativa do livro “O menino do dedo verde” pode trazer com uma simples leitura.
A expressividade da obra fica oculta no mundo fantástico e metafórico da narrativa infanto juvenil, e para que esta tenha sentido é necessário lançar mão do conceito de enunciação, ou seja, este é concebido dentro de um contexto sócio ideológico e não existe fora dele, logo é destinado a alguém, a um público social como um pensamento pré definido, a expressividade momentânea de interação entre o locutor e o receptor, permite que a narrativa tenha sentido responsivo.
A leitura de Druon, nos permite identificar e referenciar uma série de vozes, bem como de pontos de vista ideológicos sobre a sociedade. Com esta leitura, pode-se fazer um paralelo ao clássico de Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe, enquanto esse último é repleto de efemeridade, já o outro, O Menino do Dedo Verde está preso às situações frequentes, num aspecto sociológico, que envolvem nosso mundo, Tistu é alguém com a missão de humanizar e introduzir o lirismo no cotidiano, já que esquecemos de vê-lo e cultivá-lo. Esta análise nos proporciona diversas maneiras de pensar, traz uma perspectiva conscientizadora ao leitor, que pode assim como o menino do dedo verde fazer uma leitura de mundo e ampliar sua consciência e percepção sobre ele. 

Quincas Borba de Machado de Assis

Por Pamela Tais Clein (PIBIB -Letras/UFFS)


Esta obra, trata da história de Rubião, enfermeiro o qual tinha um grande amigo chamado Quincas Borba, um filósofo dono de uma grande fortuna. Após sua morte, Rubião descobre que herdou uma fortuna do amigo, com a condição que ele cuidasse de seu cachorro que tinha o mesmo nome de seu dono, e que nunca o deixasse faltar nada, que após sua morte este cão recebesse um enterro digno, por ter sido o fiel companheiro de Quincas Borba.
Enriquecido, Rubião decide mudar-se de Barbacena para o Rio de Janeiro, e na sua viagem conhece um casal, Cristiano e sua bela esposa Sofia, o qual se tornaram amigos de Rubião. Assim nasce o interesse de Rubião por Sofia, o qual, durante um baile se declara para a amada, ela imediatamente conta o acontecido ao marido, o qual lhe dá instruções que alimente este amor em troca dos benefícios da fortuna de Rubião. Então uma sociedade é composta pelos dois amigos, não dando certo é desfeita. Pela segunda vez Rubião se declara a Sofia, dizendo ser Napoleão III, ela então percebe sua demência. Os Palha aproveitando da situação assumem a responsabilidade de cuidar do doente e de seus bens.
Como providência, pelo aumento da perda de consciência, encaminham Rubião a um hospício. Ele então, consegue fujir deste ambiente indesejável, e com seu cão retorna a Barbacena. A vagar pelas ruas, sem direção, dormindo nas calçadas não se cansava de pronunciar a frase: “ — Ao vencedor, as batatas! — bradava Rubião aos curiosos. Aqui estou imperador! Ao vencedor, as batatas!”, ( pág. 157). Acreditando ser um imperador Francês, morre, e seu cão Quincas Borba, adoeceu, fugindo em busca de seu dono foi encontrado morto na rua 3 dias depois.
Machado de Assis, neste romance publicado em 1892, narrado em 3ª pessoa, nos instiga a refletirmos sobre a ganância sem limites que tornam as pessoas desumanas, que as leva a extrema loucura.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A sombra do vento - Carlos Ruiz Zafón

      É um romance que trata sobre o próprio romance. 
     Daniel Sempere, ainda menino, é apresentado a uma grande biblioteca de livros esquecidos, no qual deverá escolher um para levar para casa e ler. O livro escolhido é ‘a sombra do vento’, o qual o leva a investigar a vida do misterioso escritor Julian Carax, que descobre ser cheia de enigmas, até mesmo sua morte não ficou esclarecida.
     Daniel descobre que todos os livros escritos por Julian Carax foram roubados e queimados, fato que ninguém havia conseguido descobrir o motivo, e que apenas um exemplar de cada um de seus livros foi guardado nessa biblioteca.
     No decorrer da leitura do livro, Daniel percebe que alguém passa a segui-lo, um ser misterioso, com o rosto deformado e vestido dos pés à cabeça de preto.
     Além de aventuras, esse romance aborda questões como o medo, o amor, a solidão, entre outros. É o primeiro de uma trilogia chamada “O cemitério dos livros esquecidos” do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón.
Ótima leitura!!!

Por Lucieli Dalcanalle

A verdade das mentiras

     Mario Vargas Llosa trata em seu livro sobre a ficção como arte de dizer a verdade, nem que para isso seja preciso mentir - mesmo que seja um pouco.  
    O autor analisa as mais extraordinárias obras literárias do século 20, como "O Coração das Trevas", de Joseph Conrad, "Morte em Veneza", de Thomas Mann, e "Lolita", de Vladimir Nabokov, entre outras. Os textos abordam os grandes temas tratados pelos autores - a loucura e a morte, o amor e a perversão, o sexo e a guerra, a civilização e a barbárie - de maneira clara, instigante e sedutora. 
     O autor considera que através da literatura pode- se entender e viver a vida de forma mais clara.

Por Nadiane Laiz Lotici